Nova estrutura populacional pode acelerar o crescimento econômico

O Brasil vive um bônus demográfico. Ou seja, o país está atualmente com a melhor estrutura etária e a combinação ideal de condições demográficas e sociais para tornar mais propício o crescimento econômico.

Levantamento do IBGE projeta para o período 2000-2030 um maior contingente de pessoas em idade economicamente ativa com o menor percentual de crianças e idosos no total da população. Como resultado, há um grau de dependência econômica menor de quem é capaz de gerar renda. “A menor dependência tem efeito macroeconômico, pois significa maior capacidade de poupança, condição indispensável para a elevação dos investimentos necessários ao desenvolvimento econômico”, diz José Eustáquio Diniz Alves, professor da escola de pós-graduação do IBGE.

O levantamento mostra que a quantidade de filhos por mulher cairá para 1,9 de 2000 a 2030, sendo que a taxa de fecundidade mínima para reposição da população é de 2,1. De 1950 a 1980, para cada 100 pessoas em idade economicamente ativa havia uma média de 82 em faixa etária de dependência (crianças e idosos). Para o período de 2000 a 2030, a taxa de dependência deve diminuir para uma média de 48 pessoas. Isso ocorre pela taxa de mortalidade baixa e menor natalidade. Além de reduzir o grau de dependência dos que geram renda, a nova estrutura altera o perfil de consumo, aumentando a demanda.

Com um menor crescimento, a população iniciou um processo de envelhecimento. A idade mediana da população passou de 19 anos para 31 anos o que significa que entre 2000 a 2030 mais da metade da população brasileira terá acima de 31 anos. propiciando maior concentração de pessoas adultas e em idade em que a contribuição como mão-de-obra costuma ser mais qualificada.

Outras condições contribuem para o quadro de bônus, como a população mais urbanizada e a redução do analfabetismo.

Alves explica que o bônus demográfico traz benefícios para todos e não somente para quem estiver em idade economicamente ativa no período, com a tendência de maior disponibilidade de renda e investimento. As crianças e os idosos se beneficiam porque aumentam suas chances por melhor qualidade de vida e melhores condições de educação e saúde. Alves diz que alguns estudos indicam que o bônus demográfico já começou a ter efeitos e que pode ter sido responsável por 30% do crescimento econômico entre 1970 e 2000.

De qualquer forma, diz ele, o período de bônus não dura para sempre. Depois segue-se o envelhecimento populacional. “Exatamente por isso o período de bônus deve ser levado em consideração para a implementação de políticas públicas que promovam principalmente educação e investimentos”, acredita o professor. “Essa janela de oportunidade de nada adianta se o país não for capaz de absorver a mão-de-obra disponível e incentivar a produção e a produtividade.” Disso vai depender um período de envelhecimento populacional mais tranqüilo. “Em qualquer país, a transição demográfica só acontece uma vez e somente uma vez se pode usar o bônus demográfico.”

O assunto foi discutido na palestra “As transições demográficas, as mudanças na estrutura etária e o bônus demográfico no Brasil” promovido pelo Instituto Fernand Braudel, em São Paulo.

Adaptado do Valor Econômico
Marta Watanabe
08/05/2008

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Estudantes Priorizam Empresas com preocupações ecológicas

Pesquisa realizada com estudantes de Administração de Empresas da Universidade de São Paulo (USP) e de faculdades privadas mostra que a empresa dos sonhos não é apenas grande porte, mas também ecologicamente responsável.

O levantamento foi elaborado pela Quorum Brasil, empresa que faz pesquisas estratégicas para o setor privado. Foram entrevistados 200 alunos (de até 29 anos) do último ano da graduação, entre março e abril. A metade desse número estuda na Faculdade de Economia e Administração (FEA), da USP.

As conclusões apontam para uma realidade otimista: a juventude de hoje passou a assimilar a importância do meio ambiente e da responsabilidade social. Seja por altruísmo, seja por pressão, os questionários apontam também que trabalhos sociais são importantes na hora de pleitear um emprego.

Além da preocupação com o meio ambiente (98% dos respondentes), os alunos dizem que gostariam de trabalhar em empresas abertas para ouvir opiniões dos funcionários (95%). Quando questionados sobre o que seria uma vida de sucesso, estudantes dos dois sexos não diferem muito. Mas chama a atenção o fato de mais mulheres (54%) assinalarem a resposta “realização profissional”. Entre os homens, o índice ficou em 51%.

A pesquisa identificou algumas diferenças entre as respostas dadas pelos alunos da USP e das instituições privadas, todas elas voltadas para um público das classes mais baixas. Entre os alunos da USP, a maior parte cita a área de atuação da empresa e os benefícios oferecidos por ela como os pontos mais importantes.

Os estudantes do outro grupo também valorizam os benefícios, mas a maioria busca empresas que ofereçam para eles perspectivas de crescimento. O setor industrial é o preferido para 36% dos formandos de universidades privadas; na USP, só 15% deram essa resposta. A maior parte, 37%, opta pela área de serviços ou finanças.
Compromisso – Trabalhar com o público interno tornou-se imprescindível para as empresas que buscam consolidar suas marcas como sustentáveis. Mais do que defender a organização, funcionários e colaboradores devem ser estimulados a adotar os valores e comportamentos éticos que a empresa pretende fundamentar suas práticas socioambientais.

Para o diretor de Comunicação Corporativa da Fiat, Marco Lage, nenhuma empresa conseguirá alcançar metas socioambientais (tal como qualquer outra meta) sem a participação dos funcionários. “As organizações são pessoas. Se elas não tiverem motivações pessoais, dificilmente a empresa chegará aos seus objetivos”, disse.

Fonte: Mercado Ético 30/4/2008

Empreendedorismo digital ganha força no País

Apesar da má qualidade de vida de grande parte da população, dos altos índices de desemprego e outros problemas sociais, o Brasil, segundo a maior escola de empreendedorismo do mundo, a Babson College, é um dos países mais empreendedores do planeta. Somado ao fato de que o povo brasileiro é o que mais navega na internet e também é o que melhor se adapta a inovações no mundo, surge no País um novo conceito de empreender que promete mudar o rumo de grande parte das empresas brasileiras, o empreendedorismo digital.

Somente em 2007, foram vendidos 23% mais computadores do que em 2006, o que representa cerca de 10 milhões de máquinas, sendo que 64% delas foram vendidas para pessoas que estão comprando o seu primeiro computador. O reflexo disso na sociedade é a formação de um enorme bolsão de usuários que vão começar a usar a internet diariamente, seja ela discada ou não, e que, em pouco tempo, estarão comprando on-line.

O volume de atendimentos dessa natureza aumentou 30% no ano passado, segundo dados do mercado. Eles diferem dos demais serviços disponíveis na rede por uma característica básica – pressupõem a presença de um funcionário para prestar auxílio ao cliente em tempo real, por meio de uma conversa por escrito no computador, por este motivo acabam sendo tão utilizados, pois permitem uma verdadeira interação virtual entre empresa e cliente.

De acordo com o consultor web e autor do livro Google Marketing, maior obra de marketing digital do País, Conrado Adolpho, a internet possibilita que qualquer um tenha sua empresa digital por um custo relativamente baixo, tanto de recursos humanos e manutenção quanto de logística ou marketing. “Todas as funções básicas de uma empresa podem ser resolvidas com soluções muito simples e de forma bem em conta. Basta conhecer as possibilidades que a rede oferece”, explica o consultor.

Muitas empresas passaram a ter seus pontos físicos e também virtuais, passando com um isso a um aumento de quase 20% em seu faturamento apenas pelas vendas on line.

O papel do empreendedorismo em um país é crucial para girar a economia dele. No mundo off-line parece que a concorrência não está ajudando em nada os novos negócios a surgirem e prosperar. No mundo on-line, existe uma infinidade de novas oportunidades ainda não exploradas devidamente, esperando apenas pelo “clique” certo.

Adaptado de UPGRADE