Famílias conseguem sucesso com produção artesanal

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O texto é um pouco maior que o normal mas imagemvale muito a pena!!!

Mesmo longe dos centros das cidades, na zona rural, famílias obtêm lucro com a venda de produtos artesanaisNos centros urbanos, mesmo em cidades do Interior, há escassez de produtos do campo direto para a mesa dos moradores, sem o processamento industrial. O mercado regional mostra ser favorável.

 

As famílias de agricultores que se arriscam no empreendedorismo rural conseguem obter uma complementação da renda e estão satisfeitas. Produzidos de maneira artesanal, diversos itens conquistam espaço nos mercadinhos e mercearias das cidades do sertão.

Um exemplo de disciplina, solidariedade e organização. É o caso do agricultor Raimundo Teles, que residente no Sítio Coruja, no sopé da Serra do Araripe, na região do Cariri. Ele conseguiu transformar o seu pedaço de terra, de apenas 10 hectares, em um laboratório gerador de rendas.

A família resolveu transformar em renda outros valores que eram desperdiçados no local, a partir de uma tradição familiar, a fabricação de sequilhos.

Idéia
A idéia foi da estudante Edna Pereira Teles que, depois de perder o emprego em uma indústria de calçados, descobriu que a arte de fazer sequilhos poderia ser a alternativa para melhorar a renda familiar. Ela começou vendendo na vizinhança. Hoje, é uma das maiores fabricantes de sequilhos caseiros da região do Cariri.

Fabricação
Estão sendo fabricados 700 pacotes de sequilhos, por semana, que são vendidos em uma rede de mercantis e mercearias da região. Para fabricação, Edna desmancha cinco sacos de goma. A venda dos produtos lhe proporciona um lucro líquido de R$ 700,00 por mês.

“É muita coisa para quem não tinha condições de fazer nem um tratamento dentário”, lembra Edna, mostrando, com um sorriso, o aparelho ortodôntico para corrigir a posição dos dentes. Com o dinheiro dos sequilhos, ela já conseguiu comprar uma moto, televisão, geladeira e móveis para casa. “Tudo isso é um sonho que, para mim, era muito distante”, afirma a produtora.

Com a fama dos sequilhos, ela conheceu Fortaleza. Pela primeira vez, viu o mar. Um dos locais da Capital que lhe chamou mais a atenção foi o “Beco da Poeira”, o maior e mais conhecido mercado popular do Ceará.

Cadeia produtiva
O sucesso com a venda de sequilhos desencadeou outras fontes de renda. A família faz, por encomenda, bolo de puba, pé-de-moleque, doces de leite, de banana, de coco e de jaca. Toda a produção de frutas é vendida na feira do Crato.

A cadeia produtiva desmistifica a idéia de que a agricultura tradicional está falida. Parece um anacronismo falar em pequenos agricultores que trabalham a terra com base no esforço da família. “O cenário está mudando. O pequeno e os médios produtores estão se profissionalizando e agregando valor aos seus produtos, o que faz renascer a média e a pequena propriedades, formando um agronegócio familiar”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Crato José Ildo.

Agricultura familiar é importante para negócio
A agricultura familiar é aquela que exerce papel fundamental na economia de uma parcela significativa das pequenas cidades brasileiras. Em muitos casos, é ela a responsável pelo bom desempenho dos negócios urbanos, pelo suprimento da demanda interna de alimentos e pela manutenção do homem no meio rural. Melhorar a capacidade organizacional dos produtores, agregar valor aos produtos e facilitar o acesso dos mesmos ao mercado, tornando-os mais competitivos são, portanto, alternativas que contribuem para o aumento da renda e do desenvolvimento regional.

 

A inserção dos produtos da agricultura familiar no mercado depende, no entanto, de uma série de fatores como a organização das cadeias produtivas e dos próprios produtores, a inovação tecnológica e as condições institucionais favoráveis (crédito, infra-estrutura, acesso a informações etc). Na maioria dos casos, porém, os produtores, de forma isolada, não reúnem as condições necessárias para tanto. O modelo de agropolos, adotado pelo Brasil no fim dos anos 90, propicia o desenvolvimento regional por meio da exploração sustentável dos recursos naturais.

 Ludmilla Figueiredo

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