Empreendedor não aprende com fracasso

Se na primeira vez você não for bem-sucedido, pouco importa ter tentado. Essa parece ser a mensagem de um estudo preliminar preparado por uma equipe da Harvard Business School.

O estudo revelou que, quando se trata de empreendedorismo apoiado em risco, a única experiência que conta é o sucesso.

“Os dados são absolutamente claros”, diz Paul A. Gompers, professor de administração de empresas e um dos autores do estudo. “O fracasso engendrará um novo conhecimento ou experiência que poderá ser alavancado em desempenho na segunda vez?” ele pergunta. Em alguns casos, sim, mas em geral, diz ele, “descobrimos que não há nenhum benefício em termos de desempenho”. O estudo analisou milhares de companhias respaldadas por capital de risco de 1986 a 2003.

Gompers e os coautores Anna Kovner, Josh Lerner e David S. Scharfstein descobriram que empresários estreantes que receberam financiamento de capital de risco tiveram uma chance de sucesso de 22%. O sucesso foi definido como a abertura do capital ou o pedido de abertura. Gompers diz que os resultados foram similares quando se usou outros parâmetros, como uma aquisição ou fusão.

Empresários que já foram bem-sucedidos são muito mais propensos a ter sucesso de novo: sua taxa de sucesso para companhias posteriores apoiadas por capital de risco foi de 34%. Mas os empresários cujas empresas haviam sido liquidadas ou pedido concordata tiveram quase a mesma taxa de sucesso na segunda experiência quanto os estreantes: 23%.

Em outras palavras, tentar e falhar não trouxe nada para os empresários – foi como se eles nunca houvessem tentado. Ou, como Gompers o coloca, “para o empresário médio que tentou, nenhum aprendizado aconteceu.” Essa descoberta vai contra a sabedoria convencional do Vale do Silício, onde o fracasso é visto como uma importante oportunidade para aprender.

FRACASSO
Mas nem todos os fracassos são iguais, explica William H. Davidow, um sócio fundador da empresa de capital de risco Mohr Davidson Ventures. Uma companhia pode fracassar porque seu timing foi ruim ou porque o empresário era um mau administrador.

Davidow, que diz que teria esperado “uma taxa de sucesso de segunda vez maior para empresários fracassados”, diz que um empresário que fracassou num empreendimento anterior “entraria pela porta para conversar comigo” sobre uma nova ideia. Mas, acrescenta, “eu ia querer saber por que o último negócio fracassou, e o que a pessoa aprendeu com isso.”

fonte: 24/03/200913:03Agência Estado

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